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8.6.09

Obama a Europeu!

(gostava bastante de poder ter votado neste singelo sujeito para um parlamento que não é nada singelo, sendo até bastante idiota)





Este é o discurso de Obama na Universidade do Cairo. Curiosamente não está nem a mostrar-se o líder da grande potência mundial hostilizando o inimigo islâmico, nem a hipocritamente derreter-se em falsos elogios aos muçulmanos. Pelo contrário, o que ouvi até agora (ainda não ouvi o discurso todo, confesso) foi o diálogo aberto, o reconhecimento dos erros americanos e dos erros islâmicos, a crença na possibilidade de mudança sem deixar de reafirmar algumas posições americanas, nomeadamente no que concerne o Afeganistão e Israel. Este homem tem-nos no sítio, e atrevo-me a conjecturar que há-de ter um belo par deles. Há poucos destes na Europa, desbocados ao ponto de apontarem livremente o dedo a quem quer que esteja errado, inclusivamente a si próprios se se der o caso. (veja-se a reacção socrática à derrota nas Europeias)


Um pequeno agradecimento ao British Council por proporcionar um fantástico espaço de debate e aprendizagem de tudo e mais alguma coisa, nomeadamente discursos obâmicos.

5.6.09

Europa VS America

Encontrei nos meus devaneios pela Europa este vídeo. Acho assustador, apesar de ser generalizada a crença na estupidez americana e se calhar, fosse isto passado em Portugal sobre um qualquer país do outro lado do Atlântico (quiçá até deste!...) o resultado saía pelo menos semelhante.





I don't think France is a country, but I'd say that!

22.4.09

Auto-Crítica

não tenho feito muita coisa útil por aqui.

e sem ser por aqui, pouco mais tenho feito.


[seria mais fácil se já se soubessem as respostas?]

the writing on the wall / it won't go away / it's an omen

17.9.07

Publicidade

As segundas, venho por causa dos frescos...

Tão triste que num mundo que se diz desenvolvido os consumidores aceitem certas publicidades sem boicotarem determinados produtos/estabelecimentos/etc.

Quando dois cães publicitam um anúncio publicitário de um shampô (para pessoas, note-se), como se explica que tanta gente compre o dito shampô, um shampô que está nitidamente a dizer na sua publicidade "comprem-me, vão ter um cabelo tão bom como um CÃO". E eu nem tenho nada contra cães, pelo contrário. E sei por experiência própria com umas dezenas de cães que o pêlo deles não é assim tão apetecível.


Ainda mais triste é pensar que o comentado anúncio de shampô não é o pior que anda por aí. Nem perto.

A sequência de publicidades que infectam a programação nacional (e, diga-se em defesa de Portugal, internacional também) não tem limites. Para além do shampô dos cães e dos frescos, temos ainda os preços falantes; os medidores de relações no telemóvel - assim como as músicas, imagens, gajas, jogos entre outros acessórios para telemóveis -; os preços que não falam mas são bastante baixos; a cofidis, com gente vestida de animais a oferecer dinheiro a todos; mais preços mais baixos, sem esquecer os preços ainda mais baixos do próximo super/hipermercado; um pouco de novelas, também têm direito a publicidade afinal; talvez mais acessórios para o telemóvel, não queres aparecer em público sem que o teu toque seja o Crazy Frog salta do telemóvel e faz uma dança privada enquanto grita o nome de quem te está a ligar, e só por alguns euros; preços ainda mais baixos E em promoção; e claro, mais dinheiro oferecido; talvez pelo meio haja um pouco de seguros, alguns telemóveis publicitados, ainda sem toda a moderna tecnologia das imagens, gajas, jogos, medidores de relações, e Crazy Frogs dançantes e falantes.

Não escrevo mais, o meu alarme de telemóvel, um grito soante de um rinoceronte enfurecido na savana africana, acabou de me avisar que tenho de ir buscar os frescos que me esqueci de levar ontem. Daí que vá num instantinho ligar para a Cofidis, só para ver se levo algum dinheiro, até posso carregar o telemóvel, queria mesmo saber quem é que gosta de mim mesmo afinal, e quem melhor do que o 6987 para me dizer ??

11.7.07

Breve e Atrasado Comentáriozinho sobre as Novas Maravilhas do Mundo


1º - Portugal voltou a provar que tem potencial, ao estar á altura num acontecimento pelo menos um pouco importante. Só é pena que só sejamos bons nestas coisas internacionais, tipo Expo98 e Euro2004 e New7Wonders. Se calhar é por terem números no nome. Devíamos passar a ter eventos diferentes a nível nacional, tipo Referendo2Aborto07, fica muito mais catchy.

2º - O Cristo Rei não é uma maravilha. De forma alguma. A não ser que seja o de Almada. Esse sim, é maravilhoso. Se houvesse Internet no Mali, ou no Cambodja...

27.6.07

TALVEZ

Talvez seja eu. Talvez não. Decisões são algo cada vez mais difícil de tomar, cada vez mais propensas a evasões por quem as deveria tomar. Talvez seja uma das razões da decadência da sociedade actual. Ou talvez uma consequência. Ou talvez ambas.

O facto é triste - cada vez mais tomamos menos decisões, e quando as tomamos favorecem os NOSSOS (exclusivamente) interesses - talvez devêssemos ter evoluído de forma a passar a pensar globalmente, já que agora fazemos tudo globalmente.

Se em tempos caçávamos para a pequena comunidade de que fazíamos parte [também pensando, claro, na nossa subsistência individual] , evoluindo até ir para a guerra pela glória do país a que pertencíamos [também pensando na glória, ou saque, ou no "bem" que estaríamos a fazer como indivíduo], talvez agora as nossas decisões se devessem basear mais na noção de globalidade que deveríamos ter. Não estou a dizer que devemos negligenciar os interesses particulares e subjectivos para dar lugar a uma geração de pessoas que vivem para agradar aos outros. Considero tal visão completamente suicida. Mas, no entanto, acho que devíamos ter mais em consideração o impacto das nossas [cada vez menos] decisões na vida dos outros.

Por exemplo, um médico, ao ser confrontado com a hipótese de trabalhar nalgum remoto país assolado por guerras civis, deverá por em primeiro lugar o imapcto que a sua vida AÍ nas populações locais, do que o impacto que se faria sentir no AQUI, com saudades por parte da família ou amigos, e talvez algumas mudanças de rotina para estes, e um possível abandono de uma maneira de viver.

Mas talvez estes sejam apenas casos raros. Talvez esta capacidade de pôr as necessidades do MUNDO à frente das nossas seja de tal forma rara [e apreciada], que os que a têm são especiais, e como tal revestem-se de um brilhinho de heróis. E enquanto esta vivência heróica for reconhecida como uma raridade, vamos continuar sem tomar decisões, esperando que eles resolvam todos os problemas e questionínculas. Enquanto não percebermos que também conseguimos ser heróis, que também conseguimos brilhar, olharemos para uma maioria absolutamente ataráxica, e como massa acrítica que nos tornámos, cruzaremos os braços. Ou então, mudamos um pouco, e viramos heróis.

Só é preciso tomar uma decisão. . .

29.9.06

EMIGRAÇÃO


O que queres ser quando cresceres? Emigrante. Apesar da conotação negativa imposta pela sociedade ao termo. Algo difícil de perceber.

Será o tradicional pessimismo Português, a tendência para fazer tudo parecer mau? Assim, se em Portugal as coisas estão mal, e se os Portugueses saem do país, então vão fazer com que, nos seus destinos as coisas fiquem mal. Será apenas inveja? Afinal de contas, os emigrantes Portugueses são muitas vezes descritos como dos melhores profissionalmente, enquanto em Portugal governa a pasmaceira laboral.

Não tenho duvidas quanto à certeza da minha emigração. Não se trata de não ser patriótico, apesar de alguns aspectos do país serem...controversos. Não se trata apenas do gosto pela viagem. Não se trata de querer abandonar tudo e todos e recomeçar. Trata-se apenas de um instinto. O rumo a seguir é fácil de descortinar: dirigir-se para fora. Para onde? Aqui, o gosto pela viagem já intervem. Preferivelmente, um sitinho bem frio no Norte da Europa. Onde as noites são maiores que as portuguesas. Onde há bastantes renas. Onde o Inverno é frio e o Verão fresquinho.