Contemplo. Implosão. Verde.
Calmaria, pantanal.
Vida sem rede. Livre.
Esgrimem-se ofensivas, esboçam-se estratégias, estrangulam-se pedaços.
Anémonas tentaculares esperam um banquete necrófago.
A pequena e terrível vingança decorre, mas o mal continua, a estupidez continua.
E a contemplação. Continua .
3.11.07
17.10.07
SIBLINGS
És uma lembrança turva. Uma ténue luz assassina. Um instante azul de brevidade. Falta-me sentir a tua falta, aqui e agora.
Choves em mim. Gostas de o fazer, de me molhar com as gotas mais gélidas, só para te prestar um pouco de atenção. És catedral, mesquita e pagode, és todo o impossível que não foste. Resto-te eu e, afinal, sinto a tua falta. Toquemos juntos aquele nosso piano.
Choves em mim. Gostas de o fazer, de me molhar com as gotas mais gélidas, só para te prestar um pouco de atenção. És catedral, mesquita e pagode, és todo o impossível que não foste. Resto-te eu e, afinal, sinto a tua falta. Toquemos juntos aquele nosso piano.
Etiquetas:
Escrita Livre,
Momento Pessoal
12.10.07
2.10.07
Viajar ! Perder países !
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente !
Não pertencer nem a mim !
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E da ânsia de o conseguir !
Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.
Fernando Pessoa
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente !
Não pertencer nem a mim !
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E da ânsia de o conseguir !
Viajar assim é viagem.
Mas faço-o sem ter de meu
Mais que o sonho da passagem.
O resto é só terra e céu.
Fernando Pessoa
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